Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

Vagas de aprendizagem crescem 6,1% nos sete primeiros meses do ano

O número de vagas de estágio e aprendizagem cresceu 6,1% nos sete primeiros meses de 2019 em relação a igual período do ano anterior. Os dados, divulgados hoje (29), são Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), entidade filantrópica sem fins lucrativos.
Segundo o levantamento, a região Centro-Oeste foi onde houve maior aumento do número de vagas no período: 7,1%, seguido pela região Nordeste (6,6%), e a região Norte (4,5%). Entre os estados, São Paulo foi o que abriu mais vagas, com elevação de 5,6%.
A pesquisa apontou ainda que entre as áreas mais buscadas para estágio continuam sendo as ligadas a graduações tradicionais: direito, pedagogia e administração. Também aparecem com destaque ciências contábeis e engenharia civil.

Fonte:EBC

Capes anuncia corte de 5.613 bolsas de pós-graduação para este ano

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anunciou hoje (2) o corte de 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado que estavam previstas para os quatro meses restantes do ano. Foram preservadas as bolsas para a formação dos professores da educação básica.
De acordo com o presidente da instituição, Anderson Ribeiro Correia, a medida representa uma economia de R$ 37,8 milhões neste ano. A previsão é que, nos próximos quatro anos, R$ 544 milhões deixem de ser investidos em bolsas.
“Devido ao contingenciamento para o orçamento da coordenação será necessário congelar 1,94% do total para este ano, preservando parcela principal dos benefícios”, contabilizou Correia. “O critério utilizado para esse bloqueio é para bolsas não utilizadas, com objetivo de preservar todos os bolsistas em vigor”, detalhou.
Este ano foram contingenciados R$ 819 milhões previstos na Lei do Orçamento Anual – 19,15% do total de R$ 4,2 bilhões. O projeto de lei orçamentária para 2020 prevê que a Capes, no próximo ano, conte com R$ 2,2 bilhões, quase a metade da previsão de 2019 (51,7%) ou 64,1% do valor real (pós-contingenciamento).
“A gente está trabalhando com a possibilidade de descontingenciamento e a visão para 2020, o que pode melhorar a situação dos bolsistas no país”, disse o presidente da Capes sem adiantar nenhuma medida ou valor revisto para recomposição dos orçamentos.
“Nós sabemos das dificuldades financeiras orçamentárias que todos nós estamos vivendo. O ano de 2019 não tem sido um ano fácil para o Ministério da Educação e também o ano de 2020 não será um ano fácil”, previu o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel. “Essa é uma situação da nossa economia, das nossas contas públicas. O Ministério da Educação está inserido neste contexto maior”, destacou.

Metas garantidas

Apesar dos cortes, Anderson Correia garante que serão cumpridas as metas de formação de mestres e doutores para 2024, previstas no Plano Nacional de Educação e estabelecidas pela Lei nº 13.005/2014. A meta de formação de 60 mil mestres ao ano já foi superada e a meta de 25 mil doutores se aproxima. Segundo a Capes, atualmente 65 mil mestres e 23 mil doutores são formados por ano no Brasil.
O anúncio da Capes ocorre pouco mais de um mês depois de o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), outra agência federal de financiamento de pesquisadores, suspender processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos. O cálculo é um déficit de R$ 330 milhões no orçamento.
Na quarta-feira passada, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abaixo-assinado contra os cortes no CNPq. O Orçamento da União de 2020, com a destinação de valores para o conselho e para Capes, deverá ser votado até o final do ano pelo Congresso Nacional.
De acordo com o estudo Percepção Pública sobre Ciência e Tecnologia no Brasil, feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), 90% dos brasileiros avaliam que o governo federal deve aumentar ou manter os investimentos em pesquisa científica e tecnológica nos próximos anos, apesar das dificuldades econômicas.


Fonte:EBC

Sem banheiro, na chuva e com marimbondo: a vida dos alunos antes das Escolas Dignas

No fundo, a escola nova; na frente, a antiga (Foto: Divulgação)
Uma escola sem teto, sem banheiro, sem paredes e sem água pode ser chamada de escola? E se marimbondos e cachorros convivem no mesmo espaço que os alunos? Isso é escola?
Por muitas décadas, muitos alunos conviveram com esse cenário. E muitos alunos já viram essa realidade mudar com o Escola Digna, que construiu, reconstruiu ou reformou mais de 850 colégios em todo o Maranhão desde 2015.
Ainda falta muito, claro, para o Maranhão ter a Educação ideal. Mas muito já foi feito. É em homenagem aos alunos que viveram e estão vivendo essa mudança que reunimos aqui histórias de como eles faziam para estudar, mesmo com todas as dificuldades que enfrentavam no dia a dia.
Em todos os casos abaixo, uma Escola Digna mudou a realidade dos estudantes:
Forno
No povoado Ananás, em Tutóia, o maior problema era a temperatura na escola Samuel Oliveira. Era tão quente que parecia um forno. Fora a sujeira.
“Era pequena, não tinha janela, era quente e tudo sujo”, conta a estudante Fabrícia de Oliveira. “Era muito sufocada, era pequena, era uma coisa muito fechada, escura, fazia calor”, acrescenta o colega Elienay Silva.
No mês passado, tudo mudou. “Essa escola nova é bonita. Tem cadeira, mesa, janela de vidro. Essa escola deixou meu coração muito feliz, ele ficou batendo de alegria”, diz Fabrícia.
Com marimbondos
Até dois anos atrás, a professora Luiza Souza não sabia muito bem como era ensinar em uma escola de verdade, embora já estivesse havia mais de duas décadas no ofício.
“Eu estou há 24 anos nessa área e nunca tinha trabalhado num prédio, só em salinha emprestada. Até debaixo de árvores já dei aula”, contou a professora às vésperas da entrega da nova escola Raimundo Ferreira Lima, em Tuntum, em setembro de 2017.
De acordo com Luiza, antes disso as dificuldades apareciam quase diariamente: “Às vezes, tinha marimbondo dentro da sala, tinha que sair. E hoje é um sonho realizado”.
Banheiro sem fossa
Alguns colégios tinham problemas que quase inviabilizavam a frequência escolar. Por exemplo, um banheiro sem fossa e o mato invadindo a sala. Era assim a escola Anna Bernardes, em Timon. “Nós tínhamos uma escola sucateada. Desde a parte elétrica, sanitária, portas e janelas quebradas, o mato invadia a sala, os banheiros não tinham fossa. Era uma situação muito difícil”, diz o gestor geral Marcus Pinto.
O calor e a falta de ventilação também eram constantes, de acordo com a professora Janaina Sobral. “Dava era pena pedir alguma análise textual ou produção para os meus alunos. Eles não sabiam se se abanavam ou escreviam. Por muitas vezes não se concentravam e pediam para sair da sala de aula por causa do calor insuportável”.
Sem banheiro
Se algumas escolas não tinham banheiro com fossas, outras nem banheiro tinham. Era o caso da escola Deus é Amor, no povoado Taboca, em São João do Sóter. A antiga escola funcionava em uma pequena sala feita de taipa e coberta de palha, chão batido e sem banheiro.
Agora, os alunos têm uma escola de verdade, com quatro banheiros, cozinha, sala para gestor e professores, pátio central, poço artesiano, rede de distribuição de água, redes elétrica e hidráulica, entre outros espaços.
Com cachorros
E quando a sala de aula tem outros ocupantes além dos alunos? Assim era o dia a dia no povoado São José do Nena, em Parnarama.
“A escola antiga era de palha, os cachorros dormiam dentro, era tudo esburacada. Era de barro, nem piso era. Era um forno, um entrava e outro saía”, contou Luciane Oliveira dos Santos, que tinha três filhos matriculados na nova escola Nossa Senhora de Lourdes, na época da inauguração, há um ano e meio.
Desde então, os alunos estudam em salas boas, ventiladas e sem animais para distraí-los.
Inundação
E o que dizer, então, da primeira Escola Digna do Maranhão, entregue há pouco mais de três anos? Foi no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras. Antes, a escola Pedro Álvares Cabral funcionava num barracão com duas salas apertadas e inundava quando chovia.
Era uma salinha que mal acomodava a turma de 20 alunos. Desde a entrega, a realidade é outra. Muriçoca deixou de ser um povoado ignorado para virar a menina dos olhos da cidade.
“Hoje acontece de a gente estar em sala de aula e chegar pessoas para visitar a escola. E o que a gente mais escuta é que a escola é linda”, diz o professor Leandro Brito da Silva.
Sem água, sem carteira
Muitas vezes, nem o mais básico existia. No povoado Bom Jardim, os alunos não sabiam o que era escola de verdade. Não havia água, não havia carteiras, não havia banheiro.
“Aqui era só sofrimento para essas crianças. Elas têm vontade de estudar e não tinham um pingo de conforto, não tinha água no pote, não tinha banheiro, até as cadeiras eu que dava”, diz Osmarina Silva Pereira, moradora e zeladora do casebre de barro e palha que abrigava a escola Machado de Assis.
“Todo mundo merece uma coisa melhor e foi Deus que tocou no coração do Flávio Dino e construiu essa escola para nossas crianças”, conta Osmarina.
Aperto
Em Grajaú, os alunos da escola municipal Domingos Machado viviam apertados. Os estudantes se espremiam no mesmo espaço em que ficavam os matriculados do ensino médio. Os 250 alunos não tinham espaço e nem conforto suficientes.
“Não era fácil, nossos alunos não conseguiam expor um trabalho, era tudo feito com muita dificuldade. Como na Domingos Machado não couberam todos, eles nos deslocaram para o Centro de Ensino Ney Braga, que entrou em reforma”, diz a gestora Evaneide Borges de Carvalho.
“Aí nos deslocaram novamente para um prédio pequeno. Essa nova escola se tornou um sonho realizado. Agora nós temos um prédio adequado e digno para nossos estudantes”, acrescenta.
Sem teto
Era junho de 2017 quando, no povoado Bacuri, em Peritoró, a professora Narcisa da Silva Corrêa pegou emprestados os versos da canção de Vinícius de Moraes para falar do local onde dava aula: “Era uma escola muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”.
Era a escola Juarez Nunez. As paredes de taipa e o telhado de palha do barracão eram a estrutura precária disponível para atender várias séries ao mesmo tempo.
Entulho

Essas salas de aula também estão ficando no passado (Foto: Divulgação)
Era para ser um pátio, mas na prática era um depósito de entulhos. Assim era a escola Maria Luiza Viana, em Buriti. O prédio fundado em 1953 era precário.
“A escola era cheia de cubículos, desorganizada, não parecia em nada com o que temos hoje. Aquela área [mostrou o pátio coberto] era um lugar de entulhos. Aqui era insalubre, uma situação complicada”, relatou a gestora geral Alcilene Soares.
Sem piso
“A escola antiga não tinha piso, não tinha ventilador, o banheiro era ruim. Agora aqui, não, vamos ter bebedouro, diretor, zelador, vai ser bem melhor.”
A fala da estudante Keully Carmo da Silva ilustra bem como era e como passou a ser a escola Arco da Felicidade, no povoado Riacho do Meio, em Barreirinhas.
Antes, era um barracão improvisado. Agora, existe escola de verdade, além de poço artesiano que atenderá aos estudantes de Riacho do Meio e povoados vizinhos.
Escuridão
Se já é difícil aprender no calor abafado, imagina num ambiente quente e escuro. “Lá onde a gente trabalhava não tinha ventilação, era escuro, às vezes a gente não conseguia nem olhar a lousa”, conta a professora Andréia Davi, que ensina há 12 anos na escola Manoel Nunes Diniz, em Passagem Grande II, zona rural de Paulino Neves.
A mudança salta aos olhos. “Quando eu estudei aqui, era ruim para nós. Hoje, a gente tem uma oportunidade ótima de ter uma escola nova, maravilhosa”, afirma a estudante Flávia Silva Sousa.

Inscrições para o Enem começam nesta segunda (12)

Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam hoje (12). Os interessados podem se candidatar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até sexta-feira (23).
Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro. O valor da inscrição é R$ 35. Alunos de rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo são considerados isentos. A taxa deve ser paga até o dia 28 de maio.

No site do Inep é possível também tirar dúvidas sobre o Enem. Neste ano, a página oferece o edital em formato de leitura compatível com o Dosvox, sistema criado para pessoas com deficiência visual, e um vídeo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para quem tem alguma limitação auditiva. Os candidatos podem ainda obter informações pelo telefone 0800-616161.
A nota do exame pode ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que disponibiliza vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.
O Enem é também pré-requisito para firmar contratos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para a obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.
A previsão é que 8,2 milhões de pessoas se inscrevam, um crescimento de 13,8% em relação aos 7,2 milhões do ano passado. O número de cidades que aplicarão o exame também aumentou de 1,1 mil, em 2013, para 1,6 mil.
Para evitar as ausências, o Inep vai enviar uma mensagem aos inscritos no ano passado que não fizeram a prova. Eles serão alertados de que não fazer o Enem leva a um desperdício de recursos públicos. 

Agência Brasil

Maranhão tem 2ª pior educação do Brasi

O Maranhão apresentou o 2º pior desempenho entre os estados brasileiros, na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) de 2012, divulgado hoje (3) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que inclui nações ricas.
A nota geral alcançada pelo Maranhão foi de 357, só superior à de Alagoas – pior desempenho –, que teve 348.
escola em pedro do rosário mA
Precariedade é marca das escolas no interior do Maranhão. (Foto: Oswaldo Viviani)
A avaliação considerou o desempenho dos alunos em Matemática, Leitura e Ciências, disciplinas em que o Maranhão obteve notas 343, 369 e 359, respectivamente.
No comparativo com os 65 países avaliados, as notas do Maranhão só são maiores do que as do Quirguistão – último da lista –, que teve 331 em Matemática, 314 em Leitura e 330 em Ciências (média 325).
Aplicado em 65 países, o Pisa é um dos mais importantes testes internacionais para comparar o nível educacional das várias regiões do globo. A prova é aplicada a alunos na faixa dos 15 anos a cada triênio.
O Espírito Santo foi o estado com melhor desempenho na avaliação internacional de educação – média geral de 423, com notas 414 em Matemática, 427 em Leitura e 428 em Ciências. O Distrito Federal ficou no 2º posto, com 422 de nota geral.
São Paulo – o estado mais rico da federação – posicionou-se apenas no 7º posto. A média geral paulista foi 414, maior do que a do país – 402 (391 em Matemática; 410 em Leitura; e 405 em Ciências).
Na região Nordeste, só a Paraíba (nota geral 406) conseguiu superar a média brasileira.
Apesar de avanços, Brasil ainda é 58º em ranking
O Brasil conseguiu os maiores ganhos na performance em Matemática de 2003 a 2012, mas o crescimento não foi suficiente para garantir um crescimento no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). A nota de Matemática dos alunos brasileiros subiu de 356 pontos naquele ano para 391 pontos em 2012. Já no ranking de países neste tema, o Brasil caiu uma posição, para 58º entre 65 países (mesma posição do ranking geral).
Mesmo com a evolução dos alunos em relação à Matemática, o Brasil ainda está abaixo da média da OCDE, ficando no patamar de países como a Albânia, Jordânia, Argentina e Tunísia.
Comparando com a América Latina, a performance brasileira está abaixo do Chile, México, Uruguai e da Costa Rica. Porém, o país se saiu melhor do que a Colômbia e o Peru.
LEITURA E CIÊNCIA – Em Leitura, o Brasil subiu de 396 pontos em 2000 para 410 pontos em 2012, colocando o país no mesmo patamar da Colômbia, da Tunísia e do Uruguai, ainda abaixo da média da OCDE. Na América Latina, os estudantes brasileiros tiveram performance inferior aos colegas chilenos, costa-riquenhos e mexicanos. Mas, se saíram melhor do que os argentinos e peruanos.
A pesquisa mostra que 49,2% dos estudantes brasileiros conseguem, no máximo entender, a ideia geral de um texto que trate de um tema familiar ou fazer uma conexão simples entre as informações lidas e o conhecimento cotidiano. Apenas um em cada duzentos alunos atinge o nível máximo de leitura. Ou seja, cerca 0,5% dos jovens são capazes de compreender um texto desconhecido tanto na forma quanto no conteúdo e fazer uma análise elaborada a respeito.
Em Ciências, o desempenho brasileiro também ficou abaixo da média, no nível da Argentina, Colômbia, Jordânia e Tunísia. O Brasil ficou, nesse item, atrás do Chile, da Costa Rica, do Uruguai e do México, mas à frente do Peru. Desde 2006, a performance brasileira saiu dos 390 pontos e chegou aos 405 em 2012. (Agência Brasil)
ESTADOS COM AS PIORES NOTAS NO PISA  
Alagoas: 348
Maranhão: 357
Pernambuco: 371
Roraima: 371
Amazonas: 371
Acre: 374
Pará: 375
Tocantins: 375
Mato Grosso: 378
Amapá: 379
Fonte: Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Programme International Student Assestment) – Pisa

Trabalhadores da Educação da rede estadual voltam a protestar em São Luís

No último dia (19), trabalhadores em educação da rede estadual de ensino voltaram a protestar contra os cortes realizados no orçamento para o setor, previstos para 2014, que somaria mais de R$ 23 milhões. A categoria realizou um ato público pela educação na porta do Palácio Henrique de La Roque, no Calhau, e seguiu em caminhada até a sede da Assembleia Legislativa, no Cohafuma, onde foi dado início a uma vigília de 24 horas, em sinal de advertência.

Manifestação dos professores_foto Gferreira (16)
Na assembleia foi iniciada uma vigília de 24 hora, em sinal de advertência. (Foto: G. Ferreira)
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), não descartam a possibilidade de greve geral, caso não haja ampliação dos recursos, na Lei Orçamentária de 2014, que foi encaminhada pelo governo do Estado para votação na Casa Parlamentar.
Segundo o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, a diminuição dos recursos representa grande ameaça no cumprimento do acordo, que pôs fim à greve da categoria, no primeiro semestre deste ano. Ele explicou que o corte no orçamento prejudicará o pagamento das
progressões, gratificações, realização de concursos públicos, convocação de professores excedentes, o combate ao analfabetismo, transporte escolar nas áreas rurais e melhoria das escolas. “O governo do Estado retirou 96% dos recursos destinados à erradicação do analfabetismo e reduziu quase 60% do investimento em transporte escolar, além de retirar mais de R$ 23 milhões da educação. Porém, ampliou em mais de R$ 1 bilhão, os recursos para as secretarias de pré-candidatos apoiados pelo governo”, afirmou.
Manifestação dos professores_foto Gferreira (79)De acordo com Júlio Pinheiro, o Maranhão tem as piores escolas públicas do Brasil e está entre as cidades com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele ressaltou que o índice de analfabetismo no estado chega a 19%, deixando o Maranhão em segundo lugar no ranking nacional dos piores índices. “Das 10 piores escolas inscritas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), duas foram daqui. E uma delas, localizadas no município de São Domingos do Azeitão, foi a pior de todas, ficando em primeiro lugar em todo o Brasil. Mas, isso não parece preocupar muito a governadora Roseana Sarney, que tem deixado o Maranhão no atraso social, ocupando os piores índices na educação”, disse ele.
O presidente do Sinproesemma, explicou que o movimento tem o objetivo de dialogar com a sociedade sobre as consequências do corte no orçamento para a educação, além de pressionar o Estado a retirar à proposta inicial. Júlio Pinheiro pontuou ainda, que a
categoria busca o apoio dos parlamentares para que rejeitem o texto inicial ou criem uma emenda constitucional para aumentar o orçamento. O sindicalista afirmou que caso a situação não seja revertida haverá possibilidade de greve geral em 2014.
A categoria se manteve acampada ontem em frente à Assembleia.

Fonte: Jornal pequeno

Enem 2013: gabaritos oficiais são divulgados, confira


MEC divulga gabaritos do Enem 2013, confira (Foto: Reprodução da internet)
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, nesta terça-feira (29/10), os gabaritos oficiais das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicadas a a cerca de 5,05 milhões de candidatos em todo o país durante o último final de semana. O gabarito estava previsto para ser divulgado apenas na quarta-feira (30), segundo o edital, mas foi antecipado.
Clique nos links abaixo para conferir as respostas:
 
Dia 1
Prova amarela
Prova azul
Prova rosa
Prova branca


Dia 2

Prova amarela
Prova azul
Prova rosa
Prova cinza

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a taxa de abstenção desta edição do exame chegou a 29% - 7,1 milhões de candidatos estavam inscritos no Enem. O gasto com os cerca de 2 milhões que não compareceram à prova é aproximadamente R$ 58 milhões. O uso de celulares em sala de aula provocou desclassificações: 36 participantes foram eliminados porque postaram imagens da prova e do cartão de resposta na internet. Uma equipe do MEC continuará monitorando as redes sociais por tempo indefinido.
Para quê serve o Enem?
A partir da nota do Enem, o candidato pode disputar uma vaga em universidade pública por meio do Sistema de Seleção Unficada (Sisu) ou bolsa de estudo em instituição particular por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). A participação no Enem também é pré-requisito para quem quer financiar os estudos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ou disputar uma bolsa do Ciências sem Fronteira. Há ainda a possibilidade de o candidato usar a nota no exame para consgeuir a certificação ou diploma de conslusão do ensino médio.

Portal EBC

Enem: Confira dicas de como se sair bem na redação


Enem: Confira dicas de como se sair bem na redação

A redação é uma das etapas mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que vai ocorrer nos dias 26 (sábado) e 27 (domingo) em todo o Brasil.
Neste ano a correção da redação do processo seletivo ficará mais rígida. Entre outras mudanças, o governo anunciou que nenhum tipo de deboche será permitido na prova de redação do Enem deste ano. Em 2012, candidatos escreveram uma receita de macarrão instantâneo e o hino do Palmeiras no meio do texto e, ainda assim, não zeraram.
A prova de redação será no domingo, junto com questões de linguagens e matemática.

Dois professores são assassinados no interior do Maranhão

Foto: Blog Notícia da Foto
Foto: Blog Notícia da Foto
Dois professores da rede municipal de ensino do município de Senador La Rocque/Ma foram assassinados quando voltavam da escola, por volta da 00h desta quarta-feira (7).
As vítimas foram identificadas como Maria Iris Linhares de Sousa, de 54 anos, e Francisco Costa. Eles foram mortos a pauladas na região da Serra do Arapari.
Bandidos fizeram uma armadilha de arame para abordar as vítimas. Os corpos dos dois foram encontrados por um caminheiro por volta das 6h de hoje. O corpo da professora foi encontrado próximo a armadilha, enquanto o professor estava a 30 metros dela.
A suspeita é que tenha sido um caso de latrocínio, uma vez que a moto em que os dois estavam não foi encontrada.  Até o momento, a polícia não localizou os bandidos e nem a moto do professor.
professores mortos 2

Fonte: Gazeta da Ilha

(Maranhão) Sem acordo, greve dos professores continua


A greve dos educadores da rede pública estadual de ensino continua. Não foi assinado o acordo que contempla o resultado das negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) e o governo do Estado, como estava previsto.
assinatura estava marcada para a tarde de ontem (27), na Secretaria de Estado de Gestão e Previdência (Segep), mas depois de algumas horas de espera, a diretoria do sindicato foi informada, pelo secretário Fábio Gondim, que o acordo não poderia ser assinado ainda porque faltava finalizar alguns termos do documento. O secretário deu uma nova previsão de assinatura para hoje (28), mas não definiu a hora.
Publicado Por: Igor Leonardo

ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA O ENEM 2013


MEC ABRE HOJE INSCRIÇÕES PARA O ENEM 2013


As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2013) serão abertas, segundo o edital, às 10h (de Brasília) desta segunda-feira (13) e podem ser feitas até as 23h59 do dia 27 de maio no site do Enem. A taxa de inscrição custa R$ 35 e pode ser paga até o dia 29 deste mês. O exame será realizado nos dias 26 e 27 de outubro.

ENEM O Ministério da Educação calcula que 6,1 milhões de estudantes deverão se inscrever para as provas podem garantir acesso a universidades federais e institutos federais de ensino superior, e nesta edição de 2013 promete mais rigor na correção da prova de redação e um investimento maior na segurança para evitar fraudes.

Criado em 1998, o Enem tem suas notas usadas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para vagas em universidades e institutos federais. O exame já tinha sido adotado em sua totalidade por várias universidades de destaque como a UFRJ e UFF, e nesta edição substituirá os vestibulares da UFMG, UnB, UFJF, Ufes e UFRN, entre outras.

Inep estuda pôr lacre eletrônico em todos os malotes de provas do Enem
Inscrições para o Enem 2013 começam na segunda-feira, diz MEC
MEC fará blitz contra ‘miojo’ e erros na redação do Enem; veja as regras
O Enem também é usado para o candidato pedir bolsa de estudos pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), solicitar benefícios do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), e obter certificado de conclusão do ensino médio.
 
Como se inscrever.

A isenção do pagamento da taxa pode ser feita por meio do sistema de inscrição e é conferida ao aluno que vai concluir o ensino médio em 2013 em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar ou a estudantes que se declaram membros de família com renda per capita de um salário-mínimo e meio. Para isso, será preciso apresentar documentos que comprovem sua condição. Os documentos serão analisados pelo Inep, que poderá negar a isenção.

No ato de inscrição, o candidato deve fornecer o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o seu número do documento de identidade (RG). Estudantes com necessidades especiais deverão informar no ato da inscrição sua situação. O Inep oferece provas diferenciadas, intérpretes e salas de aula e mobiliários acessíveis. Neste ano, também serão oferecidas duas opções de tamanho de letra da prova. Além da usada pelos demais candidatos. Quem tiver necessidade poderá optar pela prova com letra ampliada (fonte de tamanho 18 e com figuras ampliadas) e pela prova com letra super ampliada (fonte de tamanho 24 e com figuras ampliadas).

Estudantes que estão internados e recebem aulas dentro do hospital poderão realizar a prova no próprio hospital, desde que indiquem a necessidade na inscrição.

Quem for usar o Enem para obter a certificação de conclusão do ensino médio deverá indicar uma das instituições certificadoras que estará autorizada a receber seus dados cadastrais e resultados. Para receber a certificação, é necessário tirar nota mínima de 450 nas quatro provas e 500 na redação.

Walney Batista

Buriticupu/Ma: Alunos de séries diferentes assistem as aulas em uma mesma sala

Na Escola Darcy Ribeiro, em Buriticupu, turma só tem um professor. Situação é comum na zona rural do município.
Do G1 MA, com informações da TV Mirante


Alunos de séries diferentes assistem a aulas juntos na zona rural de Buriticupu. Resultado: prejuízo no aprendizado e trabalho dobrado para os professores.
Na Escola Darcy Ribeiro, que fica no assentamento Pau Ferrado, a 30 km do centro de Buriticupu, a única sala de aula do prédio está precisando de pintura. As mesas usadas pelas crianças estão velhas e algumas quebradas.
Na turma de 23 alunos há estudantes de várias séries e um único professor. “Quando eu estou trabalhando com o pré-escolar, os outros estão pedindo alguma coisa. Quando estou ensinando algo para o quarto ano, os alunos do quinto ano dizem que já sabem o assunto. É a maior dificuldade”, declarou o professor Antônio Rodrigues.
O professor, que dá aulas há sete anos, conta com a ajuda da diretora, mas nem sempre ela pode estar na sala de aula. Quando isso acontece, ele fica sozinho também com a turma do turno vespertino. “É a mesma situação de tarde, todos misturados, 5º, 6º, 7º e 8º ano juntos”, disse.
Na zona rural de Buruticupu tem mais de 40 assentamentos. Em cada um deles funciona uma escola, mas a maioria das escolas tem somente uma sala de aula. Isso quer dizer que juntar alunos de várias séries em uma única sala não é exclusividade da escola Darcy Ribeiro.
A pequena Gisele Novais, de 6 anos, é umas das alunas que tem o aprendizado comprometido por conta da falta de infraestrutura das escolas e do método adotado. Ela e metade da turma não sabem ler. “Sei pintar, sei cobrir as letras, mas não sei ler”, disse a menina.
A reportagem tentou falar com a secretária de educação de Buriticupu, Maria José Silva, mas foi informada que ela não estava na cidade.